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sábado, 24 de março de 2012

DECISÕES, PORQUE SÃO TÃO COMPLICADAS?



A nossa vida é uma seqüência infinita de decisões. A cada instante, para viver, cada um de nós tem que tomar decisões, com graus variados de importância, que passam a modelar o nosso comportamento de forma marcante, gerando conseqüências para os outros e para nós mesmos, automaticamente, pois que o homem não vive isoladamente, mas em sociedade, com dependência de uns para com os outros. É o uso do livre-arbítrio, da liberdade de viver, que Deus sabiamente nos concede.

O ato decisório está intimamente ligado às escolhas seletivas que fazemos nas ações de cada segundo. Abrange pequenas e grandes coisas como, por exemplo, decidir (escolher) o tipo de alimento que vamos ingerir nas refeições do dia a dia; o tipo de condução que vamos utilizar para ir de casa para o trabalho (ônibus, táxi, trem ou metrô), ou se vamos ou não casar dom determinada pessoa; se vamos abraçar esta ou aquela carreira profissional, e assim por diante. Tomada a decisão, escolhido o que vamos fazer, só nos resta aguardar as conseqüências dos nossos atos, que um dia virão.

Algumas decisões são tomadas quase que instintivamente, sem sequer nos apercebermos que estamos decidindo, ou seja, fazendo uma escolha.

Doutras vezes, a decisão é complexa e, por isso mesmo, causa em nós preocupações sérias, podendo causar estresse e não raras vezes depressão, por não conseguirmos descobrir, de imediato, qual a melhor decisão.

Talvez isto não tenha nada a ver com o ciclismo, mas são reflexões do que acontece no dia a dia de cada um. esperamos sempre decidir pelo que seja melhor, pena que as decisões não nos permitem  antever se foi tomada de maneira certa ou não. devemos  esperar no criador para que sejam sempre as certas embora aos nossos  olhos nem sempre assim as vemos.

Fonte: adaptada de Nelson Oliveira e Souza "Decisões"

sexta-feira, 23 de março de 2012

NÃO PERCA TEMPO, ESTRADA, ESTRADA, ESTRADA NÃO HÁ MILAGRES.....


Para você que não é seguidor da “fórmula mágica do fracasso”, de frases

como esta: “ Ciclista profissional é um em um milhão”;  estudos contradizem o

princípio básico dessa linha de raciocínio - que diz que performance em

altíssimo nível só é atingida por pessoas qualidades especiais, com talentos

inatos. Ou seja, para ter sucesso seria necessário ter nascido com o dom

específico da atividade escolhida, no caso aqui, o ciclismo. Sendo assim, vamos

revelar uma fórmula que parece realmente infalível.

Primeiramente, o Brasil certamente ainda não teve, em toda sua história no

ciclismo, “um milhão de atletas” que tenham buscado o profissionalismo. Ou

seja, em muito menos do que um milhão de tentativas, não tivemos apenas

um ciclista profissional, mas, sim, dois ou três do esporte mundial e outras

tantas histórias de sucesso. Então, a real fórmula do sucesso não é somente

genética e diversos estudos científicos atestam isso e mostram que há um

preço para alcançá-lo. .

" Pesquisas indicam que são necessárias 10 mil horas de prática para se
atingir o grau de destreza pertinente a um expert de nível internacional, em
qualquer atividade desportiva", afirma o neurologista Daniel Levitin. Dez mil horas
equivalem a cerca de três horas por dia, ou 20 horas por semana, de
treinamento durante 10 anos.

Se você realmente deseja ser um ciclista profissional não perca
seu tempo virando feito barata tonta em um circuito vá para a estrada, busque
orientação, planilhe seus treinos e os resultados virão muito mais cedo do que pensas




QUEM INCITA O ATROPELAMENTO DE CICLISTAS É PIOR QUE HITLER

 

Piores que Hitler


Cartão postal de Hitler com ciclistas - até ele, o mal supremo, não tinha nada contra bicicletas. A direita brasileira tem.
Adolf Hitler, responsável pela morte de 6 milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial, era um entusiasta do automóvel, todo mundo sabe. Nunca se viu Hitler falando bem da bicicleta ou de ciclistas –tampouco falando mal. Tanto é que havia companhias ciclistas no Exército alemão, como muitos exércitos naquela época, e a própria SS tinha uma tropa ciclista. Um grupo da juventude hitlerista cruzou a Grã-Bretanha inteira em 1937, em um tour que foi visto como um ato de “espiciclismo”. Ou seja, tudo indica que até os nazistas respeitavam a bicicleta como meio de transporte.
Hitler chega a aparecer em um cartão postal posando simpaticamente ao lado de ciclistas. Também Benito Mussolini aparece em duas fotos: numa, pedalando uma bicicleta diferente, com guidão ao lado das pernas e roda da frente menor. Na outra, passando em revista a tropa ciclista dos lendários Bersaglieri, o corpo de elite do exército italiano conhecido por se deslocar em bicicleta. Os Bersaglieri haviam adotado a bicicleta no final do século 19, primeiro civis e depois fabricadas sob medida para os militares: dobráveis e mais robustas. As fotos acompanham este artigo, para quem quiser ver.
Se fascistas e nazistas tinham lá sua admiração pelo ciclismo, o mesmo não se pode dizer da atrasada direita brasileira. Desde a manifestação que ocorreu em São Paulo na sexta-feira 2 de março em protesto pela morte de uma ciclista, atropelada por um ônibus na Av. Paulista, as agressões na internet não param. Pasme: não contra os carros ou o trânsito desumano da cidade, mas contra os que desejam fazer diferente e se deslocar em duas rodas. “Bikerdistas”, “fascibikers”, “talibikers”: assim tem sido chamados os ciclistas que tentam alertar a população de São Paulo para uma forma melhor de vida que não a ditadura do automóvel.

Benito Mussolini passando em revista os Bersaglieri, o corpo de elite do exército italiano conhecido por se deslocar em bicicletas
Dentro de seus carros, a direita balofa bufa contra os ciclistas que protestam,  porque “param” o trânsito e “atrapalham” seu deslocamento egoísta e insano. São os mesmos ignorantes que costumam buzinar para os pobres coitados que puxam carroças com papelão pelas ruas de São Paulo para sobreviver, como se fossem antepassados dos burros de carga. A cena é comum na maior cidade da América do Sul. O homem puxa a carroça. O carro atrás dele buzina e o xinga. Com as bicicletas é a mesma coisa – quando não é a ameaça física de colocar o carro em cima e o atropelamento fatal. Um misto de inveja e sadismo.
Na verdade, não mudam muito os alvos dos ataques. Quem pregar contra os agrotóxicos e em favor dos orgânicos será atacado. Contra a ditadura militar e em favor da comissão da verdade. Contra a homofobia. Contra o higienismo. Contra a especulação imobiliária. Contra o racismo. Em favor do Estado laico. Em favor do aborto. Contra a barbárie e em favor da civilidade. Qualquer um com essas bandeiras será atacado pela direita inculta e medieval que temos. Será chamado de “fascista” e “nazista”, sendo que os agressores, eles sim, são piores que Hitler e Mussolini: incitam o ódio, a intolerância e o atropelamento de ciclistas em via pública.
Cuidado, criancinhas que andam de velocípede. Um dia a direita brasileira irá lhes achincalhar

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/piores-que-hitler/
Autora: Cynara Menezes

VEM AÍ O CONTROLE DE DOPAGEM NOS ESPORTES BRASILEIROS



O Diário Oficial da União publicou hoje (quinta-feira 01/12) o decreto nº 7.630 da presidenta da República, Dilma Rousseff, instituindo a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) na estrutura regimental do Ministério do Esporte. Datado de 30 de novembro, o decreto presidencial insere a ABCD no anexo I do decreto nº 7.529, de 21 de julho de 2011, que “Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas do Ministério do Esporte”.

Dessa forma, o Brasil cumpre o compromisso assumido durante a candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 e atende à exigência da Agência Mundial Antidoping (Wada) para criação de um órgão específico de controle de dopagem no país. "É um passo muito importante no caminho que estamos trilhando para organizar com grande sucesso os Jogos de 2016. O governo federal demonstra que trabalha com seriedade para inserir o Brasil no clube das potências olímpicas", destacou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O Brasil foi o primeiro país a assinar o Código Mundial Antidoping, originado na Conferência Mundial sobre Doping no Esporte, em março de 2003 em Copenhague (Dinamarca). A Convenção Internacional Contra o Doping no Esporte, apresentada durante a 33ª Conferência Geral das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em 2005, foi ratificada pelo Congresso Nacional brasileiro em outubro de 2007. Desde a assinatura dessa declaração, o Ministério do Esporte vem trabalhando pela criação de uma autoridade de controle de dopagem.

Autonomia
Para chegar à definição da estrutura necessária e das atribuições da ABCD, o Ministério do Esporte fez estudos comparativos com modelos de agências de controle de dopagem no mundo. Atendendo ao Código Mundial, o órgão terá autonomia diante das entidades esportivas porque a política reguladora do controle de dopagem deve estar a cargo do Estado.

A ABCD terá por “finalidade a igualdade, a justiça e a saúde dos atletas, sendo responsável pela implementação da política nacional de combate à dopagem, em conformidade com as regras e as convenções internacionais sobre a matéria”.

A estrutura de pessoal da Autoridade será garantida por 24 cargos a serem criados para esta finalidade, conforme consta do projeto de lei 2.205/11, atualmente tramitando na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara. Enquanto o projeto não for votado pelo Congresso, o ministro do Esporte poderá designar funcionários da pasta para cumprir as tarefas do novo órgão.

À ABCD caberá, entre outras atribuições:

- Promover a luta contra o doping no esporte de forma independente e organizada, de acordo com as regras estabelecidas pela Wada e os protocolos e compromissos assumidos pelo Brasil;

- Coordenar iniciativas conjuntas relacionadas a planejamento, pesquisa, controle e prevenção de dopagem junto às entidades componentes do Sistema Nacional do Desporto, bem como perante o Comitê Olímpico Internacional, o Comitê Paraolímpico Internacional e demais entidades envolvidas com o esporte;

- Auxiliar o Ministério do Esporte na promoção, no incentivo, no estudo, na pesquisa e na capacitação para que a prática esportiva se realize livre de dopagem;

- Promover a lisura das disputas esportivas;

- Assessorar o ministro do Esporte na implementação da política nacional de prevenção e combate à dopagem, respeitadas as recomendações do Conselho Nacional do Esporte (CNE) e o constante do Plano Nacional do Desporto;

- Auxiliar o ministro na elaboração da lista de substâncias e métodos a serem considerados proibidos na prática esportiva, em especial os assim considerados pela Wada;

- Subsidiar o CNE na elaboração de diretrizes sobre substâncias e métodos proibidos na prática desportiva;

- Apoiar o gerenciamento do processo de verificação de amostras coletadas, buscando garantir que os resultados aferidos sejam devidamente informados aos atletas e às entidades nacionais de administração do desporto.


FONTE:.revistabicicleta.com.br